Redução na circulação de ônibus e dificuldades de deslocamento de eleitores motivaram solicitação à Justiça Eleitoral durante o segundo turno das eleições deste domingo (25).
O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi marcado por denúncias de dificuldades no transporte público em diferentes regiões do país, incluindo estados do Nordeste. Os problemas registrados neste domingo (25) levantaram preocupações sobre o acesso dos eleitores aos locais de votação e motivaram pedidos de ampliação do horário de encerramento das urnas, das 17h para as 19h.
A solicitação foi apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com a justificativa de que a redução da oferta de transporte coletivo estaria dificultando o deslocamento de parte da população até as seções eleitorais.
Entre os estados citados no pedido estão Pernambuco, Alagoas, Piauí e Paraíba, além de municípios da Bahia. Também foram mencionadas localidades de outras regiões brasileiras.
Falhas no transporte preocupam eleitores
As denúncias envolvem redução na circulação de ônibus, longos períodos de espera nos pontos e terminais e dificuldades para utilizar o transporte gratuito. Em algumas localidades, os problemas teriam prejudicado principalmente os eleitores que dependem do transporte público para chegar aos locais de votação.
Na Bahia, a situação ganhou destaque em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Na capital baiana, a fiscalização eleitoral identificou uma circulação de ônibus abaixo da prevista, levando a Justiça Eleitoral a determinar medidas para a recomposição da frota.
Em Pernambuco, o estado também foi incluído no pedido de extensão do horário, diante de relatos de dificuldades no transporte intermunicipal. As ocorrências reforçaram o debate sobre a responsabilidade do poder público e das empresas operadoras em garantir condições adequadas de deslocamento durante o processo eleitoral.
Direito ao voto em debate
Os episódios reacendem a discussão sobre a importância do transporte público para assegurar a participação democrática. Para milhares de brasileiros, especialmente aqueles que vivem longe dos locais de votação ou dependem exclusivamente de ônibus e outros serviços coletivos, a disponibilidade de transporte pode ser decisiva para o exercício do direito ao voto.
A situação também evidencia a necessidade de fiscalização e transparência na prestação dos serviços durante as eleições, para que dificuldades operacionais não se transformem em obstáculos à participação popular.





