Em meio ao clima acolhedor de Gravatá, no Agreste Pernambucano, um pequeno empreendimento vem conquistando moradores e visitantes com muito mais do que sabor. O Cantinho Gourmet, comandado pela empreendedora Adjane Lima, é a prova de que dedicação, afeto e persistência podem transformar um sonho simples em um negócio próspero e em constante crescimento.
De Gravatá, Adjane trabalha com chocolates há mais de três décadas. O que começou como uma alternativa para complementar a renda e garantir os estudos da filha com a produção artesanal de trufas e bombons, hoje se consolidou como um dos pontos mais queridos da cidade. O grande destaque do Cantinho Gourmet é o chocolate quente de produção própria, feito artesanalmente e vendido diretamente na rua, um diferencial que rompeu com a lógica tradicional das cafeterias.


A ideia de levar o chocolate quente para o espaço público surgiu de forma intuitiva, mas estratégica. Aproveitando o frio característico da cidade, Adjane inovou ao oferecer uma bebida que, até então, era restrita a ambientes fechados e estabelecimentos formais. O resultado foi imediato: filas, elogios e o reconhecimento do público.
Com orgulho, a empreendedora conta que representantes de outras cafeterias já foram até seu ponto para provar o chocolate quente e até lhe fizeram propostas de trabalho. Ainda assim, Adjane mantém firme o compromisso com o local onde tudo acontece: a vila, a rua, o contato direto com as pessoas. É ali que ela se sente em casa, onde o negócio ganhou identidade e onde cada cliente é recebido com cuidado e proximidade. Mais do que vender um produto, o Cantinho Gourmet vende uma experiência marcada pelo afeto, pela simplicidade e pela força do empreendedorismo local.


Entrevista :: Adjane Lima, empreendedora do Cantinho Gourmet
Quando foi que a senhora decidiu começar esse empreendimento?
“Trabalho com chocolates há bastante tempo, uns 33 anos. Fazia trufas e bombons para criar uma renda pra mim e depois para pagar os estudos de minha filha. No entanto, o chocolate quente vai fazer 2 anos. Comecei a vender chocolate quente quando fui convidada para ir à vila vender meus doces e biscoitos que fazia, e surgiu a ideia do chocolate quente, já que era uma estação de frio e favorecia a venda na rua. Inovei levando chocolate quente pra rua, que até então só as cafeterias vendiam.”
Qual é o maior desafio de vender chocolate quente?
“É estar na rua no dia a dia. Vender na rua apresenta seus desafios, o chocolate quente é dependente do frio, mas nada que uma logística de qualidade e um bom atendimento não superem. Amo o que faço e sei que quem vem sente o carinho que tenho em servi-los.”
Você tem alguma dica para quem quer começar seu próprio empreendimento em Gravatá?
“É dar o primeiro passo e persistência, não desistir! Empreender em Gravatá tem seus desafios, mas é gratificante.”
Para além do aroma intenso do chocolate quente, o Cantinho Gourmet carrega uma história de resistência, amor e pertencimento. Na rua, entre o vai e vem das pessoas, Adjane Lima segue transformando anos de trabalho em sabor e acolhimento, provando que grandes empreendimentos também nascem no chão da cidade, no contato direto com o público e no compromisso com as próprias raízes. Em Gravatá, seu chocolate aquece mais do que as mãos: aquece sonhos e inspira novos caminhos para o empreendedorismo local.
Fotos: Arquivo Pessoal




