Enquanto os grandes palcos dominam o Carnaval, Gravatá mostrou que a folia também nasce do cuidado, da memória e do povo que constrói a cidade todos os dias. Na tarde da quinta-feira (05), idosos e mulheres ocuparam as ruas no Folia Social – Carnaval dos Idosos, um bloco que transformou o frevo em instrumento de inclusão e pertencimento.
A concentração aconteceu na Praça Aarão Lins de Andrade, a conhecida Praça do Sapo. De lá, o bloco saiu cortando o centro da cidade ao som da Orquestra de Frevo Sena Sax, levando cores, passos de dança e sorrisos para quem acompanhava das calçadas. O destino foi a Vila Carnavalesca, que recebeu os foliões em clima de festa e memória.
O cortejo não foi apenas um desfile. Foi uma afirmação de que o Carnaval também pertence a quem já trabalhou a vida inteira, criou filhos, sustentou famílias e agora segue firme, dançando e ocupando a cidade. A apresentação do Bloco da Saudade, do Recife, trouxe marchinhas que atravessam décadas e conectam gerações, lembrando que o Carnaval é história viva.



Grupos de idosos e coletivos sociais de Gravatá e de cidades vizinhas participaram da caminhada, como o Coletivo Zé Pelin, o Bloco Vida Longa de Jaboatão dos Guararapes, o Bloco Beleza Pura Mustardinha, o CCI Bezerros, o Lar do Amparo do Idoso de Mandacaru, além dos grupos do Parque da Cidade, Janelas para o Rio e do Centro de Convivência do Idoso. Gente de vários lugares reunida pela mesma vontade de celebrar.
O Folia Social mostrou que o Carnaval não é só trio elétrico e camarote. É também política pública, é direito à alegria, é gente simples ocupando o espaço público com dignidade. A ação é fruto da parceria entre as Secretarias de Assistência Social e Juventude e da Mulher, com apoio do Governo do Estado de Pernambuco, da Empetur, da Fundarpe, da Secretaria de Saúde e da Guarda Civil Municipal.
No meio do frevo, do suor e das marchinhas, o que se viu foi uma Gravatá que resiste, que cuida e que não esquece de quem construiu a cidade. Um Carnaval onde o povo, de verdade, foi protagonista.
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