A cidade de Gravatá viveu um verdadeiro espetáculo de cores, ritmos e identidade cultural durante o 10° Encontro de Orquestras de Pernambuco. O evento reuniu músicos, mestres da cultura popular e a comunidade em um grande cortejo que tomou as ruas com bloco, orquestra de frevo e maracatu, reafirmando a força das tradições pernambucanas.
O cortejo foi um dos momentos mais marcantes do encontro. Celebrando o peso e a cadência do maracatu trouxe ancestralidade e resistência, criando uma atmosfera que misturava festa e afirmação cultural. Logo atrás, Ao som vibrante das orquestras de frevo, os estandartes abriram caminho para o público que acompanhava dançando. A união entre frevo e maracatu simbolizou a diversidade e a riqueza da cultura do estado.
Representando o Maracatu Sol Brilhante, Mestre Maciel — Ciel — destacou o trabalho contínuo desenvolvido pelo grupo ao longo do ano:
“Fazemos parte do ponto de cultura Sol Brilhante, e dentro de nossas possibilidades, trabalhamos o ano todo a cultura pernambucana em Gravatá. Temos o Urso do Candeeiro, banda de Pífano, Boi Bumbá, o próprio maracatu. Agora só precisamos trabalhar a população em abraçar iniciativas e encontros importantes como esse. Pois aqui é diferenciada e merece ver a cultura resistir.”


A participação da orquestra Big Bang também reforçou o brilho do evento. Para Mestre Labanca, a reunião das expressões culturais em um único espaço tem um significado especial:
“Eu nasci em recife, morava em Olinda e vim morar em Gravatá há 27 anos e eu via muita orquestra de frevo, maracatu e samba. Então pra mim é ótimo ver todos eles representados aqui nesse encontro. Isso é a essência do carnaval de Pernambuco”
A emoção também tomou conta dos músicos. Castor, percussionista da orquestra Big Bang, ressaltou a importância da integração entre os artistas:
“É maravilhoso tocar com essa galera. Fazer essa mescla é ótimo pra cultura gravataense. Esse encontro não pode acabar tem que ter todo ano”


Além das apresentações musicais, o encontro contou com manifestações tradicionais como bonecos gigantes e o boi, elementos que ampliaram o diálogo entre diferentes linguagens culturais. Para o diretor de cultura de Gravatá, José Eudes, o evento reafirma o compromisso do município com a valorização das expressões populares:
“A cultura é vida! E se é vida, é expressão, das pessoas, é diversidade. É um prazer proporcionar a população esse encontro. Tivemos frevo e maracatu, mas também tivemos expressões como o boneco gigante, o boi, elementos que fazem parte da nossa cultura e nossa vida. Temos interesse em encontrar e incentivar qualquer cultura seja ela periférica, rural. Mantendo o compromisso com a cultura.”
Mais do que um encontro musical, o 10° Encontro de Orquestras de Pernambuco consolidou-se como um ato de resistência e celebração. Entre metais, alfaias e passos de frevo, Gravatá reafirmou seu papel como território de memória, tradição e futuro cultural.
Texto: Jhonata Antonio
Fotos: Maria Danielly





