A tradição e a fé voltam a emocionar moradores e visitantes durante a Semana Santa de 2026 em Gravatá. O espetáculo “A Nossa Paixão – A Luz do Mundo” chega à sua 43ª edição, reafirmando seu papel como uma das maiores manifestações culturais e religiosas do Agreste pernambucano.
Realizada pelo Instituto Cultural e Ecológico Terra Agreste (ICETAG), com apoio da Prefeitura de Gravatá, a encenação acontece nos dias 1º, 2 e 3 de abril, sempre às 20h, no Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar. Pela primeira vez, o espetáculo começou ainda na quinta-feira, ampliando a programação da Semana Santa na cidade.
Neste ano, o tema escolhido foi “A Luz do Mundo”, trazendo ao público uma narrativa que percorre desde a criação do mundo até a morte e ressurreição de Jesus Cristo. O espetáculo reúne elenco local, cenários ao ar livre e uma produção marcada por emoção, religiosidade e participação popular.

Na edição de 2026 é a estreia do ator Caio Paz no papel de Jesus Cristo. A direção fica por conta de Ana Kelly Alves, Maria Alyce Alves e Antônio Santos, o Toinho, nomes já conhecidos pela tradição do espetáculo em Gravatá.
As coreografias da edição de 2026 também tiveram papel importante na construção visual do espetáculo. A responsabilidade pelo trabalho ficou com a Mowa – Escola de Dança e Produções Artísticas, grupo que já vinha participando das montagens anteriores e que contribui para dar mais intensidade e movimento às cenas. Com números que envolvem soldados, anjos, povo e momentos de celebração, a coreografia ajuda a reforçar a dramaticidade e a emoção de passagens importantes da história.

Outro ponto que gerou repercussão na edição de 2026 foi a cena conhecida como “Bacanal de Herodes”. Trechos da encenação circularam nas redes sociais e provocaram opiniões divergentes entre moradores, políticos, religiosos e internautas. Enquanto parte do público considerou a cena exagerada para o contexto religioso da apresentação, outros defenderam que ela faz parte da construção teatral e histórica do espetáculo. A organização do espetáculo, junto ao Mowa não anunciou mudanças no roteiro e coreografia, mantendo a cena dentro da proposta artística da montagem deste ano, garantindo a abertura de discussão sobre o papel da arte na sociedade, que deve de além de encantar, incomodar.
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FOTOS: Maria Danielly e SECOM





